quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sobre as cinco verdades

Jackson Lima

Não faz muito tempo, houve uma grande cerimônia pela paz. Pessoas de várias religiões participaram do encontro. Cristãos, budistas, muçulmanos e pelo menos um judeu. Entre os cristãos havia um sacerdote católico, um sacerdote da Igreja Católica Apostólica Brasileira e um pastor evangélico. O sacerdote católico rezou. O católico brasileiro também rezou. Os dois foram acompanhados pelo público: Pai Nossa que está nos céus.... O evangélico, pregou do seu jeito e orou do seu jeito. O muçulmano não fez sua oração e tampouco o judeu. Os cristãos não deram espaço. Por quê?

O evento foi um show pela paz. E não passou disso. Em seguida, o que uniu corações da multidão foi um show de rock – esse sim conseguiu fazer todo mundo pensar na mesma coisa: música e alegria. Tudo isso que dissemos até aqui vale só para lembrar que qualquer esforço pela paz mundial tem que ir além das aparências. Deve ir além da necessidade de ser um protesto. O processo da Paz é muito profundo e vai além da ausência de guerra. É necessário mudar profundamente. Se queremos a paz enquanto cada um se aferra a sua maneira verdadeira e superior de ver o mundo, a paz não chegará. E em se tratando de movimentos religiosos pela Paz, as mudanças necessárias são mais profundas ainda. Um escritor americano escreveu um livro, de muito sucesso, onde ele sugeriu os seguintes cinco passos para a paz entre pessoas de todas as religiões. Confiramos os cinco passos:

1. Reconhecer que algumas de suas crenças antigas sobre Deus e sobre a vida podem não mais estar funcionando.

2. Reconhecer que há alguma coisa que eles não entendem sobre Deus e sobre a Vida, cujo entendimento mudaria tudo.

3. Estar desejoso que um novo entendimento de Deus e da Vida venha a acontecer, um entendimento que poderia produzir uma nova maneira de vida na Terra.

4. Ter a coragem suficiente para explorar e examinar este novo entendimento e, se ele se alinha com a sua verdade e conhecimento interiores, aumentar seus sistemas de crenças e incluí-los.

5. Viver suas vidas como demonstração de suas mais altas e maiores crenças, em vez de vivê-las em forma de negação delas.

Aí estão os cinco passos para a paz. Simples. Cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, ateus, agnósticos, todos, devem dar-se a oportunidade de considerar a possibilidade de terem sido enganados por muito tempo, por alguém, ou alguma filosofia. Entender que algo não está funcionando mais. Que há algo que se mudasse tudo seria diferente em toda a terra. E, como diz a listinha, ter coragem de explorar, examinar e por fim viver suas vidas segundo o que acreditam.


Caso contrário nunca haverá paz. Especialmente se judeus insistirem em dizer que são o Povo de Deus. Que os muçulmanos se mantenham firmes dizendo que são o Povo de Alá. E que os cristãos continuem insistindo em levar até o único cantinho do Planeta a doutrina da Verdade única e sem a qual não haverá vida eterna. Para os hindus, os budistas, os xamanistas, os cientistas, a mesma coisa.

Caso contrário, vamos continuar matando por causa da mentira que nos ensinaram e por fim, um dia, não existiremos. Uma maneira triste escolhida por tantos iluminados para a destruição do Planeta. Que a Paz prevaleça na Terra – de maneira incondicional.

Voltaremos logo com “As nove revelações” e as “Cinco Falácias sobre Deus”.

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