Os GVRs são grupos de vivência em eco-espiritualidade. São vivências de reconexão com nossa essência, com a Natureza e com o Universo. Não esquecendo que o Universo é Natureza. Há uma sabedoria em tudo o que existe no Universo, dos insetos, às Galáxias, às árvores, às plantas, aos rios, às águas, às cachoeiras, ao corpo, às pessoas. Esta sabedoria inata é chamada de NIAL. Um conceito proposto pelo professor David Cohen criador dos métodos de Reconexão com a Natureza.
NIAL, é a sigla em inglês, para Natural Intelligence Attraction Love – quer dizer natureza-inteligência-atração-amor. Tudo no universo é NIAL. Tudo é natureza inteligente que tem imbuído nela uma inteligência, uma atração e um amor. A sede é chamada de atração pela água. O corpo é inteligente e se preserva levando-nos a beber água quando temos sede. O corpo tem um amor pela água. Mas hoje já acontece de muitos esquecermo-nos de tomar água. Muitos nunca tomam água. Tomam refrigerante. O mesmo acontece com nosso instinto inato de respirar. Somos atraídos pelo ar. Mas já conseguimos esquecer de e como respirar.
O contrário de NIAL em inglês é DENIAL que significa “negação”. Nossa civilização “excessivamente indoor” (que vive entre quatro paredes) nega-nos o direito a sermos atraídos por NIAL e por isso não observa o imenso amor, a imensa programação amorosa que existe no universo. O professor Cohen, cita como exemplo a inter-relação, o intenso amor que existe entre nossa respiração e a respiração das árvores.
Aprendemos na escola que nós respiramos oxigênio e expiramos gás carbônico. As árvores fazem o contrário. Quer dizer, as árvores respiram o que nós exalamos, rejeitamos. E nós respiramos o dejeto material do processo respiratório das árvores. Nas palavras do professor David Cohen, na verdade nós respiramos as árvores e as árvores por sua vez nos respiram. É uma visão poética que automaticamente nos liga à árvore. Isto é amor, atração, é uma inteligência intrínseca e natural.
Sendo assim, mesmo que estejamos inconscientes, há uma relação NIAL entre nós e as árvores, as pedras, a água, a chuva e tudo o que há na terra. Já que mencionamos a palavra “água”, lembremos também o ciclo da água. A água evapora, vira nuvem e volta a cair. Esquecemos que estamos no ciclo da água. A água evapora. Vira chuva. Chove. Nós a bebemos. Ela nos atravessa, nos mantêm vivos, depois a urinamos, parte dela evapora e volta a nós. Alguém nos tirou do ciclo da água. E parte disso nos levou à presente crise mundial da água.
Um dos problemas da humanidade nos últimos milênios tem sido sua melhor aliada: a fala. Damos nomes às coisas de maneira unilateral. A isto chamamos pedra. Àquilo dizemos árvore. A este objeto dizemos que é verde, ou azul. Esse processo é tão normal que confundimos a palavra que aprendemos com a existência mesma do objeto. O Dr. Cohen fez uma pesquisa com seus estudantes sobre a palavra verde. A pergunta era quando e como a pessoa aprendeu pela primeira vez a palavra verde?
A maioria tinha aprendido a palavra verde na escola, ou em casa pintando com lápis de cor. E não aprendendo verde do verde. Se a uma criança ensinamos que
a cor laranja se chama verde e que o verde se chama laranja ele crescerá vendo
o verde no laranja. O que na realidade faz o verde ser verde? Em exercícios GVRs tentamos deixar o verde dizer-nos o que ele é. Para que isso aconteça, o corpo que é naturalmente inteligente e funciona à base da atração e do amor, deverá utilizar outros métodos ou meios de perceber o mundo além dos cinco sentidos oficiais pelos quais nós nos guiamos no mundo, da separatividade que criamos.
Ora, às vezes encontramos uma árvore e perguntamos: como se chama esta árvore? Um botânico nos diz o nome dela. Nesta experiência vivencial dos GVRs não nos interessa saber o nome que o botânico nos dirá. Isso seria igual a ver o verde no laranja e não o verde no verde. Queremos sentir o nome que a árvore se chama a si mesma pelos seus meios não-vocabulares, não-letrados mas na sua essência.
A natureza em sua língua é iletrada. É analfabeta. Daí veremos (não especificamente com os olhos) que a árvore está viva e é inteligente e nos ajuda, coopera conosco. Mas temos que contatar-nos com ela em sua língua iletrada, com suas palavras formuladas sem fonemas nem morfemas. E este contato, quando conseguimos estabelecer nos preenche de energia, nos ensina, nos fortalece.
E assim podemos sair por aí nos re-conectando, nos religando com todas as coisas, pedra, água, cataratas, a Lua, a Terra, o Sol e como resultado com os nossos companheiros de viagem humanos e finalmente com nós mesmos. Poderemos responder a pergunta: quem sou eu, sem os nomes, os títulos, a roupa, a nacionalidade, a cultura, o idioma que eu uso? Muita gente diria que seria um bicho. Ou, seria um vegetal. Mas isso não seria resposta. Teríamos que fazer ao bicho e ao vegetal a mesma pergunta.
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quinta-feira, 17 de março de 2011
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O Pai Nosso - uma oração que delega poder
Esta não é uma oração para ser rezada em velório
É uma oração de poder e por isso é perigosa!
Uma das particularidades da Oração do Pai Nosso, tal como ensinada pelo Cristo, é que nela, aquele que ora não se comporta como um agente passivo. Aquele que ora, segundo esta oração, não está limitado a pedir. A oração lhe confere poder. Esse ponto passa batido pela maioria dos que oram. Quem ora não está pedindo, se desmanchando em lágrimas. Basta prestar atenção no tempo verbal utilizado logo no início: “Seja feita a tua vontade” – o sujeito desta oração – literalmente falando – está usando o imperativo; Faça-se! Seja feita! Aconteça! Ele não está dizendo – como em outras orações – ó senhor se tu quiseres, permita por favor que a sua vontade possa derramar-se sobre a terra. Você – que ora – está dando uma ordem. Esta é a primeira particularidade.
Em seguida, aquele que ora – passa a proferir um dos maiores princípios do Universo: assim na terra como nos céus. Aquele que ora, diz a Deus como ele quer que aconteça esta realização da vontade. É muito poder. Nós primeiro ordenamos ao Universo que a vontade seja feita e em seguida dizemos como queremos que isso aconteça. Faça-se isso desta maneira! É muito poder a nós conferidos.
Assim na terra como nos céus – é o mesmo que dizer assim aqui em baixo como lá em cima. Quer dizer ordenamos que algo acontecesse de maneira que "aqui" ficasse igual ao “lá”. O princípio é aquele que diz: “O que está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está em baixo”.
Continuamos orando. Pedimos que se nos dê o pão de cada dia – o que parece ser uma contradição. Começamos ordenando. Começamos dando ordem e agora já estamos pedindo que Ele não nos deixe faltar o pão. É uma contradição. O pão já está dado. O pão está garantido para todos. É o que Cristo diz no mesmo capítulo, mais adiante: não fiqueis preocupados com o que vão comer, com o que vão beber, com o que vão vestir. E finaliza dizendo que Deus sabe de tudo o que você necessita. Conhece toda as necessidades. Por isso não necessita pedir. O espírito desta oração é de poder. O poder seu. Que ninguém lhe dá, ninguém lhe tira e para isso basta que você assuma dê ordem.
Logo depois daquela parte onde nos humilhamos pedindo pão; que não nos deixe, por favor faltar o pão, nós reassumimos nosso direito de nascimento e voltamos a dar instruções a Deus. Se eu fiz alguma besteira, se eu cometi algum pecado, se eu errei me perdoe! É isso, me perdoe! Perdoe as minhas dívidas. Perdoe os meus débitos. Mas como? É como se Deus perguntasse – como eu vou te perdoar? Eu não sei perdoar. Me diga como você quer que eu te perdoe. Então nós dizemos a Deus o inesperado. Dizemos o impensável. Dizemos o que há de mais ousado para um humano dizer a Deus: perdoe-me, perdoe minhas dívidas, perdoe meus deslizes assim como eu perdoo, assim como nós perdoamos os nossos devedores!
Esta é a segunda particularidade da oração mais perigosa do mundo
Porque, e se você não perdoa os seus devedores? Seus ofensores? Blasfemadores? Como vai você ousar jogar na cara de Deus, bater no peito, em uma oração, e dizer: Assim como eu perdoo! Portanto essa oração não foi feita para ser orada sem pensar em velório e em outras horas afins. É uma oração onde você ordena o tempo todo. E nela está contida a lei universal de sua responsabilidade. Você está no comando.
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É uma oração de poder e por isso é perigosa!
Uma das particularidades da Oração do Pai Nosso, tal como ensinada pelo Cristo, é que nela, aquele que ora não se comporta como um agente passivo. Aquele que ora, segundo esta oração, não está limitado a pedir. A oração lhe confere poder. Esse ponto passa batido pela maioria dos que oram. Quem ora não está pedindo, se desmanchando em lágrimas. Basta prestar atenção no tempo verbal utilizado logo no início: “Seja feita a tua vontade” – o sujeito desta oração – literalmente falando – está usando o imperativo; Faça-se! Seja feita! Aconteça! Ele não está dizendo – como em outras orações – ó senhor se tu quiseres, permita por favor que a sua vontade possa derramar-se sobre a terra. Você – que ora – está dando uma ordem. Esta é a primeira particularidade.
Em seguida, aquele que ora – passa a proferir um dos maiores princípios do Universo: assim na terra como nos céus. Aquele que ora, diz a Deus como ele quer que aconteça esta realização da vontade. É muito poder. Nós primeiro ordenamos ao Universo que a vontade seja feita e em seguida dizemos como queremos que isso aconteça. Faça-se isso desta maneira! É muito poder a nós conferidos.
Assim na terra como nos céus – é o mesmo que dizer assim aqui em baixo como lá em cima. Quer dizer ordenamos que algo acontecesse de maneira que "aqui" ficasse igual ao “lá”. O princípio é aquele que diz: “O que está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está em baixo”.
Continuamos orando. Pedimos que se nos dê o pão de cada dia – o que parece ser uma contradição. Começamos ordenando. Começamos dando ordem e agora já estamos pedindo que Ele não nos deixe faltar o pão. É uma contradição. O pão já está dado. O pão está garantido para todos. É o que Cristo diz no mesmo capítulo, mais adiante: não fiqueis preocupados com o que vão comer, com o que vão beber, com o que vão vestir. E finaliza dizendo que Deus sabe de tudo o que você necessita. Conhece toda as necessidades. Por isso não necessita pedir. O espírito desta oração é de poder. O poder seu. Que ninguém lhe dá, ninguém lhe tira e para isso basta que você assuma dê ordem.
Logo depois daquela parte onde nos humilhamos pedindo pão; que não nos deixe, por favor faltar o pão, nós reassumimos nosso direito de nascimento e voltamos a dar instruções a Deus. Se eu fiz alguma besteira, se eu cometi algum pecado, se eu errei me perdoe! É isso, me perdoe! Perdoe as minhas dívidas. Perdoe os meus débitos. Mas como? É como se Deus perguntasse – como eu vou te perdoar? Eu não sei perdoar. Me diga como você quer que eu te perdoe. Então nós dizemos a Deus o inesperado. Dizemos o impensável. Dizemos o que há de mais ousado para um humano dizer a Deus: perdoe-me, perdoe minhas dívidas, perdoe meus deslizes assim como eu perdoo, assim como nós perdoamos os nossos devedores!
Esta é a segunda particularidade da oração mais perigosa do mundo
Porque, e se você não perdoa os seus devedores? Seus ofensores? Blasfemadores? Como vai você ousar jogar na cara de Deus, bater no peito, em uma oração, e dizer: Assim como eu perdoo! Portanto essa oração não foi feita para ser orada sem pensar em velório e em outras horas afins. É uma oração onde você ordena o tempo todo. E nela está contida a lei universal de sua responsabilidade. Você está no comando.
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sábado, 16 de janeiro de 2010
Jornadas às fontes do Rio Iguaçu: no Rastro da Galáxia
Falando em Galáxia e Cataratas, lembramos que os Guarani chamam a Via Láctea de Tapirapê ou Tapi’irape (mbyá). A palavra pode ser dividida no meio. “Tapir” significa anta e “rapê” ou tape significa “caminho”. Assim a Via Láctea é o rastro da anta, é o caminho da anta. Para quem observa da terra, consciente de que é uma ilusão de ótica, a “Tapirapê” parece viajar do litoral paranaense para as Cataratas. Da Serra do Mar para as Cataratas.
Por coincidência, é o trajeto que o rio Iguaçu faz, da Serra do Mar para as Cataratas. Do Leste para o Oeste. Era assim que os guarani se orientavam quando seguiam o “Tapê Aviru” – o caminho estreito mas bem definido que entrou no nosso vocabulário hispano-português como “o peabiru” que partia de vários pontos do Leste para o Oeste. Nesta viagem, eu acompanharei os participantes para refazermos esse trecho que já viajamos tantas vezes: Foz do Iguaçu – Curitiba e depois o caminho da volta, lembrando desses detalhes do passado antropológico e da arqueoastronomia guarani que são nosso patrimônio. A BR 277 uma espécie de “novo peabiru” também viaja de Leste para Oeste serpenteando sobre a crosta da terra seguindo o traçado da Galáxia.
O rio Iguaçu não nasce em lugar nenhum com este nome. Milhares de nascentes e pequenos rios ainda nascem livres e se não forem captados (por represas) nos primeiros quilômetros de suas vidas, irão se tornar afluentes e formadores do Rio Iraizinho, do rio Iraí, do rio Piraquara entre outros que mais tarde, a partir do encontro – infelizmente poluído do rios Iraí e Atuba - passarão a ser chamados de Iguaçu. Aqui há um local conhecido por Marco Zero do Rio Iguaçu.
Nesta viagem vamos subir a Serra do Mar para vermos a grandiosidade da região Natural que hoje é ocupada por Curitiba e RMC. No Morro do Canal (foto) em Piraquara, lugar escolhido desde o início, para a realização de uma cerimônia das águas, se pode ver todas as águas, hoje captadas por Lagos da Sanepar para matar a sede de Curitiba e RMC e que, de um jeito ou de outro, sujas, ou limpas, chegarão às Cataratas do Iguaçu, ao rio Paraná, ao Rio de la Plata. Como vamos nos mover com o coração aberto e de maneira meditativa estaremos trabalhando pela cura de todos os males que afetam ao “todo”. É uma viagem de encontro e amor com o rio Iguaçu, das áreas de mananciais até a Foz. Exploraremos a região de mananciais conhecendo e desfrutando áreas dos municípios de Curitiba, Piraquara e Quatro Barras em um primeiro momento. Podemos refazer trechos percorridos durante a minha pesquisa na região que inclui descer à serra e sermos acolhidos em Morretes.
Uma sugestão interessante é conhecer o Caminho de Itupava (Foto) na região de influência do caminho original do Peabiru e ligado à nossa história tanto de erros como de acertos. E no caminho fazer uma parada especial aqui no Oratório dedicado ao Anjo da Guarda, aos amparadores, àqueles que se mantêm ao nosso lado durante 24 horas por dia, à nossa disposição, exreendo uma economia d solidariedade e da fraterinidade verdadeira, universal e cósmica apesar de nossa desatenção promovida pela ilusão. O rio Iguaçu tem ainda outro Marco Zero interessante tanto por seu valor da neo-espiritualidade como por sua importância histórica, cultural e paisagística.
É a cidade de Porto Amazonas onde o rio Iguaçu passa a ser navegável. Falamos do Marco Zero da Navegação do Rio Iguaçu. Cidade histórica e que por muito tempo viveu do rio, nos chama a atenção e oferece a oportunidade de que em um passseio pelas águas do rio nesta latitude possamos audar o rio e a população local ajudando na cura desse rio tão importante, sofrido e ameaçado. Leia este texto do artista Daniel Caron Observação:
O Centro de Atividades não organiza as excursões. Nós damos as linhas gerais do que se quer, como se quer e como deve ser. Todos os preparativos são organizados por agência de viagem e profissionais competentes. Parte do valor pago pelos participantes é repassada ao Centro de Atividades para que possa manter suas “atividades”.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Massagem Ayurvédica (Abhyanga) Método Kussum Modak
Antiga massagem criada na Índia. Relaxa, harmoniza corpo e mente com seus movimentos de estiramento, alongamento, pressão de pontos vitais, harmonização e desbloqueio de chacras. A massagem é parte integrante da medicina ayurvédica que tem como base as ervas medicinais, nutrição e alimentação, modo de vida correto, massagens, consciência corporal e até meditação.
A massagem de corpo inteiro é feita com óleos naturais para facilitar o deslizamento e é acompanhada por um pó que ajuda na fricção. Antes de dar início ao tratamento, a pessoa interessada preenche um formulário que tem como propósito diagnosticar o seu “DOSHA”. Segundo o dosha, se escolhe o óleo, o horário do dia e a modalidade da massagem – quer dizer mais suave, mais sutil ou mais forte.
Há três doshas conhecidos como Vata, Pitta e Kapha e estão relacionados com os cinco elementos: terra, água, fogo, ar e éter. Cada região do corpo está relacionada com um dosha. De modo grosseiro ficaria assim: dos pés até os joelhos (terra), dos joelhos até as cadeiras (água), o abdômen e estômago (fogo), da região do coração até a testa (ar) e da testa ao topo da cabeça (éter). Em ayurveda se crê que a energia flui dos pés para a cabeça – isto é da terra para o éter. Por isso a massagem segue sempre esse circuito ascendente. Não há movimentos para baixo a menos que sejam indicados pela própria energia.
Por fim, os três doshas determinam a constituição física, emocional, psicológica, mental e espiritual da pessoa. Além dos doshas pessoais, a massagem ainda leva em consideração os três GUNAS que são estados da energia universal. E nesta visão, o corpo é parte do universo.
Os três gunas são: Sattva, Tamas e Rajas. Na filosofia ayurvédica, Sattvas, Tamas e Rajas são o que move o universo. Em um simples dia, podemos percorrer os três estados. No estado sáttvico somos mais leves e contempladores. Em Tamas somos mais inativos, apáticos e em Rajas seremos agitados. Um desequilíbrio dos três gunas é perigoso. A massagem lhe ajudará a harmonizar todo esse complexo de energias que é o seu universo corporal, pessoal.
A modalidade de massagem ayurvédica praticada no Brasil foi organizada e divulgada pela mestre Kussum Modak de Puna, Índia. Nesta variedade, a mesagem acontece no chão - isto é não é macas!
A massagem de corpo inteiro é feita com óleos naturais para facilitar o deslizamento e é acompanhada por um pó que ajuda na fricção. Antes de dar início ao tratamento, a pessoa interessada preenche um formulário que tem como propósito diagnosticar o seu “DOSHA”. Segundo o dosha, se escolhe o óleo, o horário do dia e a modalidade da massagem – quer dizer mais suave, mais sutil ou mais forte.
Há três doshas conhecidos como Vata, Pitta e Kapha e estão relacionados com os cinco elementos: terra, água, fogo, ar e éter. Cada região do corpo está relacionada com um dosha. De modo grosseiro ficaria assim: dos pés até os joelhos (terra), dos joelhos até as cadeiras (água), o abdômen e estômago (fogo), da região do coração até a testa (ar) e da testa ao topo da cabeça (éter). Em ayurveda se crê que a energia flui dos pés para a cabeça – isto é da terra para o éter. Por isso a massagem segue sempre esse circuito ascendente. Não há movimentos para baixo a menos que sejam indicados pela própria energia.
Por fim, os três doshas determinam a constituição física, emocional, psicológica, mental e espiritual da pessoa. Além dos doshas pessoais, a massagem ainda leva em consideração os três GUNAS que são estados da energia universal. E nesta visão, o corpo é parte do universo.
Os três gunas são: Sattva, Tamas e Rajas. Na filosofia ayurvédica, Sattvas, Tamas e Rajas são o que move o universo. Em um simples dia, podemos percorrer os três estados. No estado sáttvico somos mais leves e contempladores. Em Tamas somos mais inativos, apáticos e em Rajas seremos agitados. Um desequilíbrio dos três gunas é perigoso. A massagem lhe ajudará a harmonizar todo esse complexo de energias que é o seu universo corporal, pessoal.
A modalidade de massagem ayurvédica praticada no Brasil foi organizada e divulgada pela mestre Kussum Modak de Puna, Índia. Nesta variedade, a mesagem acontece no chão - isto é não é macas!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Vivência, Conceito e Prática em Ecopsicoturismo
Palestra ativa e participativa com vivências. O eco-psicoturismo é a variedade de turismo que combina elementos de filosofia ecológica ou eco-filosofia, ambientalismo e espiritualidade. Eco-filosofia, no sentido defendido por Arns Naess, o filósofo norueguês que propôs os princípios da “ecologia profunda”.
Um outro termo utilizado por Naes é “ecosofia” onde está contido o conceito de sabedoria ligado ao “eco”, à natureza. Esta palestra vivencial pretende propor um “ecoturismo” com ligações com a espiritualidade, por isso o eco-espiritualidade. As vivências incluem atividades ou não-atividades de religação com a Natureza, meditações, além de pinceladas sobre a cosmovisão de diferentes povos e tradições.
As pessoas geralmente não separam as, pelo menos, cinco dimensões da ecologia. A ecologia como ciência. A ecologia como filosofia de vida ou “ecosofia”. A ecologia como plataforma de ação – o ambientalismo, A ecologia ligada à burocracia, legislação e regulamentação que é a ecologia praticada por governos e ONGs que dão apoio às plataformas de ação. Por fim, a ecologia no sentido da execução, imposição e cobrança que é exclusivo da esfera governamental. Essa confusão de plataformas nos levou à presente situação de caos.
Publico alvo:
Secretarias de Turismo, Cursos de Turismo, Organizações de Turismo e Ecoturismo.
Clique aqui para trazer esta palestra vivência para sua empresa, entidade ou cidade. Leia texto sobre eco-espiritualidade.
Um outro termo utilizado por Naes é “ecosofia” onde está contido o conceito de sabedoria ligado ao “eco”, à natureza. Esta palestra vivencial pretende propor um “ecoturismo” com ligações com a espiritualidade, por isso o eco-espiritualidade. As vivências incluem atividades ou não-atividades de religação com a Natureza, meditações, além de pinceladas sobre a cosmovisão de diferentes povos e tradições.
As pessoas geralmente não separam as, pelo menos, cinco dimensões da ecologia. A ecologia como ciência. A ecologia como filosofia de vida ou “ecosofia”. A ecologia como plataforma de ação – o ambientalismo, A ecologia ligada à burocracia, legislação e regulamentação que é a ecologia praticada por governos e ONGs que dão apoio às plataformas de ação. Por fim, a ecologia no sentido da execução, imposição e cobrança que é exclusivo da esfera governamental. Essa confusão de plataformas nos levou à presente situação de caos.
Publico alvo:
Secretarias de Turismo, Cursos de Turismo, Organizações de Turismo e Ecoturismo.
Clique aqui para trazer esta palestra vivência para sua empresa, entidade ou cidade. Leia texto sobre eco-espiritualidade.
domingo, 7 de setembro de 2008
Sobre o Reiki - o que é?
A palavra “Reiki” é escrita com dois caracteres japoneses que significam (Rei) Energia Cósmica ou Energia do Universo e (Ki) Energia Vital. Quando essas duas energias se juntam aí temos o Reiki. Por isso o Reiki é uma terapia energética natural por meio da imposição de mãos. O terapeuta canaliza as energias com toques suaves em pontos de conversão de energia,desfazendo nós nos centros energéticos despertando e harmonizando todo o corpo.
O Reiki não tem conotação religiosa e tampouco interfere em outros tratamentos. A energia Reiki traz relaxamento, revigoramento, tranqüilidade e harmonia para o corpo, mente e espírito. O Reiki é conhecido como Sistema Usui de Cura Natural e foi redescoberto pelo monge japonês Mikao Usui. Hoje o Reiki é utilizado por milhões de pessoas em todo o mundo.
Uma sessão de Reiki pode durar até uma hora. É realizada com o Receptor ditado confortavelmente sobre uma maca ou deitado em um colchão. O ambiente é tranqüilo, a sessão é acompanhada por uma música suave e relaxante. Não há contra-indicação para o Reiki. Entre os praticantes de Reikise encontram pessoas de todas as idades e profissões.
Reiki – Informação para o cliente
O Reiki é uma terapia. É cura. É a união da Energia Universal (REI) com a Energia Vital, imanente que encontramos na terra e na natureza (KI). A Organização Mundial da Saúde reconhece os benefícios do Reiki. A sessão de Reiki é feita pela imposição das mãos e pode durar entre 40 e 60 minutos.
O Reiki não é uma pratica médica. Não substitui nenhum tratamento. O terapeuta Reikiano não faz diagnóstico e nem faz aconselhamento médico – se não for médico.
A sessão de Reiki acontece em uma sala harmonizada, calma, com música suave.
Não há necessidade de se tirar a roupa. Se sugere somente que o cliente venha com roupa confortável, de tons claros (se possível). Se sugere que o cliente faça no mínimo quatro dias seguido de Reiki após a primeira sessão.
Reiki é a terapia feita com a energia do Amor. A terapia foi descoberta no Japão pelo Mestre Mikao Usui. O praticante Reikiano vive segundo cinco princípios. Aconselhamos que o cliente também tente viver os princípios abaixo:
Só por hoje
Não me zangarei
Não me preocuparei
Serei grato a tudo
Farei meu trabalho com alegria
Serei bom com todos os seres!
Muito amor!
Jackson Lima (Deva Sumeet)
Praticante de Reiki, nível IIIa
O Reiki não tem conotação religiosa e tampouco interfere em outros tratamentos. A energia Reiki traz relaxamento, revigoramento, tranqüilidade e harmonia para o corpo, mente e espírito. O Reiki é conhecido como Sistema Usui de Cura Natural e foi redescoberto pelo monge japonês Mikao Usui. Hoje o Reiki é utilizado por milhões de pessoas em todo o mundo.
Uma sessão de Reiki pode durar até uma hora. É realizada com o Receptor ditado confortavelmente sobre uma maca ou deitado em um colchão. O ambiente é tranqüilo, a sessão é acompanhada por uma música suave e relaxante. Não há contra-indicação para o Reiki. Entre os praticantes de Reikise encontram pessoas de todas as idades e profissões.
Reiki – Informação para o cliente
O Reiki é uma terapia. É cura. É a união da Energia Universal (REI) com a Energia Vital, imanente que encontramos na terra e na natureza (KI). A Organização Mundial da Saúde reconhece os benefícios do Reiki. A sessão de Reiki é feita pela imposição das mãos e pode durar entre 40 e 60 minutos.
O Reiki não é uma pratica médica. Não substitui nenhum tratamento. O terapeuta Reikiano não faz diagnóstico e nem faz aconselhamento médico – se não for médico.
A sessão de Reiki acontece em uma sala harmonizada, calma, com música suave.
Não há necessidade de se tirar a roupa. Se sugere somente que o cliente venha com roupa confortável, de tons claros (se possível). Se sugere que o cliente faça no mínimo quatro dias seguido de Reiki após a primeira sessão.
Reiki é a terapia feita com a energia do Amor. A terapia foi descoberta no Japão pelo Mestre Mikao Usui. O praticante Reikiano vive segundo cinco princípios. Aconselhamos que o cliente também tente viver os princípios abaixo:
Só por hoje
Não me zangarei
Não me preocuparei
Serei grato a tudo
Farei meu trabalho com alegria
Serei bom com todos os seres!
Muito amor!
Jackson Lima (Deva Sumeet)
Praticante de Reiki, nível IIIa
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Lições da Criação de Nhamandu / Teologia Guarani
Ñandé Ru Papa Tenondé
gueterã ombojera
pytũ ymágui
Se fecharmos nossos olhos, poderemos ver a cena da criação do mundo. Nhamandu, na imensa escuridão, decide criar um corpo parecido àquele que, um dia, ele dará a seus filhos e filhas. Filhos e filhas que um dia habitarão uma terra que ele está para criar. Nhamandu vai assumir a forma humana. Quer dizer, Nhamandu vai assumir a forma de corpo ou manifestação que ele acaba de pensar.
Para isso, ele “gueterã ombojera” – cria seu corpo divino. A partir de quê? Da escuridão original ou "pytũ ymágui" onde "pytũ" é escuridão, ymá é antigo.
"Criar" aqui é a última sílaba do que parece ser uma palavra “ombojera”. “Ra” é a raiz, é o conceito de verbo. E criar aqui não tem o significado de criar algo do nada. Antes tem o sentido de abrir, desatar, desenvolver. O ato de desatar, abrir e desenvolver, tirar o invólucro e deixar que se manifeste o que estava dentro.
Nhamandu deixou desabrochar o que estava escondido na escuridão. Isto é criação no sentido aproximado do que o Guarani vê, quando diz, “Nhamandu criou...”
Enquanto Nhamandu criava o corpo (forma humana), ele já existia. Nhamandu é o Supremo. O Brahma. Para criar o seu próprio corpo, ele simplesmente deixou que acontecesse, que a criação se abrisse, assim como se abre uma flor.
É muito importante este conceito de criar, no sentido de permitir que se abra, que se desate e que se deixe sair o que estava contido. Esta é uma das lições desta Teologia das Cataratas. A Fonte da Neblina Criativa.
Para ser criativa/o simplesmente faça como Nhamandu: se abra, se desate e se deixe fluir. Este sentido de criar é também o verdadeiro sentido de educação. A educação se faz de dentro para fora. Fazendo com que o aluno ou aluna desabroche, se desate, desate o seu ser e deixe fluir a essência. Caso contrário, se a educação acontece de fora para dentro, como se acontecesse através de um funil, não seria e-ducação. Seria antes in-ducação.
Este seria também o verdadeiro conceito do desenvolvimento. O desenvolvimento quer pessoal ou municipal, nacional ou global deveria dar-se na direção indicada por Nhamandu: de dentro para fora. Des-envolver é tirar o papel que envolve o presente. É abrir o pacote. Lá dentro está a essência. Assim desenvolvimento não se mede por quantidade de loteamentos ou favelas, metro quadrado de asfalto por ano ou por expansão territorial. Isto está mais próximo de uma “inchação”. Neste sentido, os países, do mundo todo incham e não se desenvolvem.
Não estão conseguindo fazer desabrochar o melhor que existe nas pessoas, nas instituições, nas religiões, na economia. Isso não é desenvolvimento no sentido xamânico.
O Canto Sagrado Mbya Guarani prossegue dando detalhes sobre o ato da criação do corpo com o qual Nhamandu se manifestaria à humanidade que ele criaria. Ele começou a criar-se de baixo para cima e não de cima para baixo. Ele começou das plantas dos pés.
Da escuridão total que existia quando ainda não havia luz, começam a surgir as plantas dos pés do futuro corpo de Nhamandu. Das plantas dos pés, o Canto Sagrado canta à beleza da aparição do “apyka apu’a i” - ou seja, do pequeno assento redondo, o tamborete ou assento do xamã guarani, símbolo da autoridade e do poder. Nas futuras comunidades, haverá sempre um “apyka” a ser usado pelo xamã, na deliberação, no ensinamento e nas reuniões com a comunidade.
Mas vemos aqui que a criação do corpo de Nhamandu nos dá a idéia de algo que progride de baixo para cima. Algo que sobe. Que se levanta. Dos pés, à importante região do corpo que entra em contato com o apyka. A humanidade não é somente a única forma de criação a andar sobre dois pés. É a única que se senta. Que faz cadeiras e que antes de que existisse cadeiras sentava em pedras, em troncos de árvores, em qualquer outra superfície que lhe permitisse descanso. Sentar é um passo importante do levantar.
E sentar-se para quê? Para descansar, para pensar, meditar, trabalhar a mente, comer, cuidar das necessidades de manutenção do corpo.
A narração prossegue com a criação dos olhos – chamados de “divinos reflexos da sabedoria” (Yvara jechakua mba’ekuaa), dos ouvidos e as divinas palmas das mãos com a vara-insígnia do chefe cujo papel ele assumiria e por fim as unhas, nas pontas dos dedos, tal qual ramas floridas.
E continuando neste processo ascendente, o Canto Sagrado vai destacar a última parte do corpo em criação a ser citado no hino: a divina coroa excelsa – isto é o topo da cabeça. Está completa a ascensão criativa do corpo de Ñhamandu.
Dos pés ao topo da cabeça. Da terra para o céu. Do chão para o universo. Do torrão para o cosmo. Assim funciona nossa conexão com o resto da criação ou melhor, com o restante de nossos irmãos da criação. Com o todo.
Nas plantas dos pés onde se encontram os chacras que nos conectam com a Terra Mãe ao chacra do topo da cabeça que nos ligam com o universo e o vice-verso. Aí está contida nossa história. A humanidade é a parte da criação de Nhamandu que se ergeu. Se levantou. Tirou as duas patas dianteira do chão e se pôs a andar. Este simples fato que não parece ser muito lembrado pelo mundo “civilizado” quer oriental ou ocidental, parece ser uma constante na cabeça guarani.
A humanidade se levantou. A humanidade se ergueu. Pronto, está de pé. A humanidade anda e corre sobre dois pés. Isso é maravilhoso. Isso é um milagre. Nhamandú se ergueu – Nhamandu ogueropoã! Nós também. E para quê?
Esta pergunta pareceria tola nas ruas de nossas cidades. Imaginem sair pelas ruas de Manhattan e perguntar a um executivo da Wall Street: Señor, diga-me, por que o senhor está erguido? Ou simplesmente, por que o senhor caminha? Ou o que significam seus pés para você?
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